2° LUGAR – PROSA ESTUDANTIL – CONTO – FUNDAMENTAL FINAIS – Colégio Municipal João XXIII – IX Concurso Literário “Cidade de Ouro Branco”
O Mistério no Banheiro
Saymon Miguel Souza Pinto
7º ANO
Certo dia, um grupo de jovens do 8o ano que estudavam no Colégio João XXIII — Saymon,
Miguel, João e Davy — percebeu, aos poucos, que barulhos estranhos vinham do banheiro.
Quando conversavam, o tema era sempre o mesmo: os ruídos misteriosos e inquietantes que
ecoavam de lá.
O mais estranho de tudo era que ninguém ainda havia comentado sobre o assunto. O 6o ano
não se importava com nada, só gostava da bagunça e do caos. O 7o ano, por mais que fosse um
pouco mais maduro, ainda não havia tomado nenhuma iniciativa sobre o assunto — afinal, nem
deviam saber o que estava havendo. E o 9o ano também não ligava para esses “pequenos
detalhes”.
Decididos a investigar, os quatro amigos começaram a chegar mais cedo à escola para
averiguar a situação e procurar pistas sobre o que poderia ser aquele barulho.
Eles notaram que os barulhos ocorriam quando alguém ia ao banheiro fora do horário do
recreio ou do início das aulas. Sabendo disso, Saymon e Davy bolaram um plano: Saymon iria ao
banheiro no final da aula de Ciências, enquanto Davy iria no início da aula de Português, que
vinha logo depois.
Chegando lá, Saymon e Davy começaram a procurar pistas, quando, de repente, os barulhos
surgiram. Eles sentiram medo, mas, mesmo assim, continuaram procurando com ainda mais
atenção.
Quando estavam de saída, já que não haviam encontrado nada, a porta se fechou com uma
batida forte. Parecia proposital. Não estava trancada, mas foi muito estranho ter batido no exato
momento em que resolveram sair. No mesmo instante, perceberam que não estavam sozinhos;
havia mais alguém ali. Começaram a se questionar se esse mesmo “alguém” poderia ter forjado
os barulhos e a batidas estranhas.
— Será que foi alguém de outra sala? — perguntou Davy. — Verdade. O nono ano não é, com
certeza. Eles têm muita coisa para fazer — disse Saymon. — Nem o sétimo — completou Dlavy.
— Afinal, não é o perfil deles.
Logo depois, no caminho de volta para a sala de aula, Saymon percebeu algo.
— Está ouvindo essa algazarra toda, Davy? — Sim, acho que tem alguma sala com aula livre.
— É o sexto ano, Davy! E você não acha que isso seria um bom motivo para eles tentarem zoar
com a nossa cara? — Você está insinuando que foram eles, Saymon? — Mas faz sentido! Uma
aula livre é um prato cheio para quem gosta do caos.
Davy e Saymon mudaram de rumo rapidamente. Ao chegarem perto da confusão, tiveram uma
surpresa: eram os alunos do 6o Mexerica! Eles estavam rindo e zombando do medo que os
meninos do 8o ano tinham do “assustador banheiro”.
No final das contas, os alunos do 6o Mexerica que estavam colaborando com a pegadinha
levaram uma advertência. Já os alunos do 8o Maçã, após se explicarem, saíram impunes. Eles
voltaram para a aula sem punição, mas levando consigo um grande aprendizado e uma aventura
que jamais esqueceriam.
Share this content:

Publicar comentário