1° LUGAR – PROSA ESTUDANTIL – CONTO – FUNDAMENTAL FINAIS – Colégio Municipal João XXIII – IX Concurso Literário “Cidade de Ouro Branco”
O Mistério do Acampamento das Flores
Miguel Victor Viveiros
7º ANO
Em uma escola chamada Colégio Municipal Fênix XXVI, o assunto mais comentado era sobre
uma excursão que iria acontecer, porém o lugar ainda não havia sido revelado. Os alunos ficaram
desapontados, pois a excursão seria apenas em outubro, e ainda estavam em fevereiro. Faltavam
sete meses! O tempo passou, e incríveis dois meses passaram rapidamente.
Certo dia, um dos alunos, chamado Kevin, estava em casa com sua família assistindo à TV.
Naquele momento, apareceu uma notícia no jornal: — Um acampamento histórico, localizado
bem longe da cidade, foi fechado misteriosamente. Todos na casa ficaram curiosos e começaram
a se perguntar: — Por que esse acampamento histórico foi fechado?
Na manhã seguinte, a notícia já havia se espalhado por todo o colégio. Os alunos comentavam
nos corredores que o acampamento havia sido fechado após pessoas ouvirem barulhos
estranhos durante a noite. Alguns diziam que luzes apareciam no meio da floresta. Outros
afirmavam que antigos funcionários desapareceram sem deixar pistas. Durante a aula, Kevin
percebeu algo estranho: o diretor estava conversando baixinho com alguns professores e parecia
preocupado.
Foi então que uma folha caiu da mochila de um dos coordenadores. Kevin pegou-a
rapidamente e leu uma frase escrita em vermelho: “A excursão será no Acampamento das
Flores”. Kevin ficou paralisado. Era exatamente o mesmo lugar que apareceu na notícia da TV!
Kevin não conseguiu dormir naquela noite. A frase escrita em vermelho não saía de sua
cabeça. Enquanto isso, naquela mesma noite, a repórter Rafaela Meijon e sua equipe se
direcionaram ao local fechado.
Eles caminhavam pelos corredores escuros do acampamento. As lanternas iluminavam
paredes antigas, cobertas por arranhões profundos e teias de aranha, como se algo tivesse
tentado escapar dali. De repente, ouviu-se um forte barulho pelo local: TOC… TOC… TOC…
Um dos cinegrafistas deixou a câmera cair no chão, assustado. — Isso veio do porão —
sussurrou Rafaela. Com coragem, eles seguiram até uma porta enferrujada no fundo do corredor.
Quando Rafaela tentou abrir, percebeu algo estranho escrito na madeira: “NÃO ACORDEM ELE”.
O silêncio tomou conta do lugar. Mas, antes que alguém pudesse falar, luzes começaram a
piscar do lado de fora, na floresta. E então… uma sombra enorme apareceu entre as árvores: um
animal estranho de três cabeças, com seus seis olhos brilhando em um tom vermelho vivo no
meio da escuridão.
Com medo, a equipe saiu correndo do local. Na fuga, encontraram-se com um homem
estranho de cabelo comprido, que tinha a tatuagem de um senhor e uma senhora no braço.
Rafaela e sua equipe se perguntaram quem era aquela pessoa. Aproximaram-se e perguntaram o que ele estava fazendo ali. O homem disse que se chamava Lucas e que era um ex-trabalhador
de lá. Dizia ele que era apaixonado pelo trabalho, mas não sabia o que tinha acontecido para o
local ser fechado.
Rafaela olhou desconfiada para Lucas. Algo nele parecia estranho. — Você trabalhou aqui por
quanto tempo? — perguntou ela. O homem abaixou a cabeça e respondeu: — Muito tempo…
tempo demais.
Naquele instante, uma ventania forte abriu a jaqueta dele, e Rafaela percebeu um crachá
antigo escondido no bolso. No crachá estava escrito: Lucas — Dono do Acampamento das
Flores. A equipe ficou chocada. — Você mentiu para nós! — disse Rafaela.
Antes que Lucas pudesse responder, o monstro de três cabeças surgiu novamente entre as
árvores. Seus olhos vermelhos brilhavam na escuridão enquanto ele avançava, fazendo barulhos
assustadores. A equipe correu desesperada, mas Rafaela percebeu algo estranho: — Esperem…
esse monstro está fazendo barulho de motor!
O cinegrafista iluminou melhor a criatura com a lanterna. As patas pareciam rodas escondidas.
De repente, o monstro escorregou perto do lago e caiu no chão com um estrondo. A cabeça da
criatura se soltou, e todos ficaram surpresos: era uma fantasia mecânica controlada por Lucas!
Rafaela perguntou: — Por que fazer isso? Lucas suspirou profundamente. — O acampamento
faliu há alguns dias. Eu tinha vergonha de contar a verdade. Então, inventei a história do monstro
para afastar as pessoas e esconder que perdi tudo.
A polícia foi chamada logo depois. No dia seguinte, a notícia apareceu em toda a cidade: “O
mistério do Acampamento das Flores foi resolvido”.
Enquanto isso, Kevin assistia à reportagem em casa, sem acreditar em tudo o que tinha
acontecido naquele lugar assustador. No fim das contas, a excursão foi mudada para outro local:
um parque aquático! Seria no próximo mês, e agora estavam todos animados — e o melhor de
tudo: seria de graça!
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