4° LUGAR – POESIA INTERNACIONAL – VIII Concurso Literário “Cidade de Ouro Branco”
Trago pela alma as tuas saudades
como quem caminha todo encharcado
De uma torrente quase inextinguível.
Tuas saudades trazem muitos inflitramentos ao firmamento da existência, desabrigando-me.
Tudo ensopado das tuas ausências.
Tudo liquefeito e escorrendo.
Pondo em correnteza veloz
a totalidade que me ainda sobra
do que tu me foste uma vez.
Tuas faltas desabam por cima da minha presença…
caindo em mim como uma erosão estética e existenciária.
Por vezes sonora, aguento ….
muita das vezes calada, precário …
– estático, estátua, estatelado
Trovoadas interminadas
de confusão trazida pelo
não-tu
empossando todo emudecimento
já aborrecido.
Me treme os lábios o contido
Me trinca os dentes o ânimo
Me congela o aceitamento
do tanto suportado que
se prolongam em anos
em horas, dias e vida.
Chove dorida
a ida de quem caminha
a passos longos dos meus,
o meu?
ilhado
não sabe se enxugar
se molha, se banha
enlameando o sentido de tudo
o que possa vir a ser consolado.
O raio constante da constatação
de quem me és em falta
me transpassa os nervos e me enerva todo o calmo.
Se rasga ao horizonte noturno
das inquietudes diluvianas
deixando-me eco perene
da tua imagem
E que chove chove chove
e chovendo
e chovido
estronda dentro da janela embebida da memória.
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