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1° lugar – PROSA ESTUDANTIL – CONTO – FUNDAMENTAL FINAIS – Colégio Batista Mineiro – Unidade Ouro Branco – IX Concurso Literário “Cidade de Ouro Branco”

A jornada das estrelas

Helena Junqueira de Assis
7° ano A

Numa aldeia antiga, os moradores se organizavam observando as estrelas. Sabiam
exatamente como se localizar e as épocas de plantio e colheita.

Nessa mesma aldeia, havia dois garotos inseparáveis: Junwá e Jaiê. Junwá era
fascinado por estrelas, entendia todos os desenhos que formavam e sabia a posição e o
nome delas. Já Jaiê… nem tanto. “Até que é bonito”, ele dizia. “Mas eu prefiro brincar.”.

Um dia, isso mudou. Uma estrela importante desapareceu. Era uma das que
marcavam o início das chuvas, com isso toda a aldeia se desregulou. Plantavam na época
errada, a colheita vinha fraca e os caçadores se perdiam.

Junwá não conseguia aceitar. “Se uma estrela some, tudo perde o sentido.” E
pensava: “Talvez desse para substituir…”.

Na noite seguinte, os meninos subiram a serra mais alta de sua aldeia. De lá,Junwá
conseguia ver em que lugar cada estrela deveria estar.

O indiozinho apontou para o céu. “Olha! Há um vazio ali, um ‘buraco’ no meio
dos desenhos das estrelas.”.

Junwá deu um passo à frente. Parou por um momento, e disse: “Agora ninguém
vai se perder, os moradores da aldeia voltarão à vida normal”. De repente, ele pulou. Por um segundo, nada aconteceu. Jaiê ficou paralisado, sem reação. Até que olha para o
céu e vê uma nova estrela que se acendeu, exatamente naquele lugar.

“Você é um bobo…” murmurou Jaiê com lágrimas nos olhos e a voz tremida. Ele
sabia que poderia guiar a todos… menos a si mesmo. “Beleza!”, ele sussurrou, “Vou ficar
do seu lado, irmão.” E pulou. Outra estrela surgiu, colada na primeira.

Os mais velhos dizem: “Uma estrela marca o caminho, e outra grande garante que
ela nunca se apague.”.

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